Mais do que estética, uma questão de saúde e longevidade dentária
As restaurações em amálgama foram, durante muitos anos, uma solução amplamente utilizada na medicina dentária para tratar dentes com cárie. São materiais resistentes e duradouros, compostos por uma liga metálica que inclui mercúrio, prata, estanho e cobre.
Com a evolução dos materiais dentários, surgiram alternativas mais modernas, como as resinas compostas, que permitem não só uma abordagem mais conservadora, como também uma melhor integração com o dente natural.
Porque muitos pacientes optam pela remoção das amálgamas?
A decisão de remover uma amálgama não deve ser vista apenas como uma questão estética. Na prática clínica, existem vários fatores que podem justificar essa substituição:
- Microinfiltração ao longo do tempo: apesar da sua resistência, as amálgamas não aderem quimicamente ao dente. Com o passar dos anos, podem ocorrer pequenas falhas de adaptação marginal, permitindo a entrada de bactérias.
- Risco de cárie secundária: é relativamente comum encontrar cárie desenvolvida por baixo de restaurações antigas, muitas vezes não visível a olho nu.
- Fraturas dentárias: a expansão e contração térmica do material pode contribuir para microfissuras no dente.
- Estética e biocompatibilidade: cada vez mais pacientes procuram soluções sem metal e com aparência natural.
O que acontece na Clínica Nery do Vale?
Na Clínica Nery do Vale, a remoção de amálgamas é feita com um protocolo rigoroso de segurança clínica, pensado para proteger tanto o paciente como a equipa clínica.
Esse protocolo inclui:
- Isolamento absoluto do dente, com recurso a dique de borracha, evitando contaminação da cavidade oral
- Aspiração de alta potência, para minimizar a dispersão de partículas durante o procedimento
- Técnica cuidadosa de remoção segmentada, reduzindo ao máximo o aquecimento e a fragmentação do material
Este conjunto de medidas permite uma remoção controlada, segura e previsível.




O que muitas vezes encontramos durante a substituição
Um dos achados mais frequentes durante a remoção de amálgamas antigas é a presença de cárie por baixo da restauração. Isto acontece porque, ao contrário dos materiais adesivos modernos, a amálgama não se liga ao dente — ela é apenas compactada na cavidade.
Com o tempo, pequenas infiltrações podem passar despercebidas até ao momento da remoção, revelando a verdadeira extensão do problema.
Mais do que estética
Substituir uma amálgama não é apenas “trocar o cinzento pelo branco”. É muitas vezes uma oportunidade de:
- Reavaliar a estrutura dentária
- Remover tecido cariado oculto
- Reforçar o dente com materiais adesivos modernos
- Prolongar a longevidade da restauração
Conclusão
A remoção de amálgamas deve ser sempre uma decisão clínica individualizada, baseada numa avaliação cuidadosa de cada caso.
Na prática moderna, o objetivo não é apenas restaurar dentes — é preservar estrutura, prevenir problemas futuros e devolver função e estética de forma integrada e segura.
